Teses e Dissertações - Detalhada

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Alexandra Kollontai: A Mulher, o Direito e o Socialismo

 

Autor(a): Paula Loureiro da Cruz

Orientador(a): Alysson Leandro Barbate Mascaro

Defesa: 14/03/2011

Palavras-Chave: socialismo; feminismo; mulher,; DIREITO

Texto completo: PDF

 

Resumo: A presente pesquisa aborda o pensamento de Alexandra Kollontai, autora russa marxista e feminista que se destacou durante o regime de transição socialista iniciado com a Revolução Russa Proletária de outubro de 1917. Foi a primeira mulher a ocupar um cargo junto ao alto escalão do governo, como Comissária do Povo do Bem-Estar Social, a ocupar o posto de Embaixadora em diversos países, e finalmente ao receber o título de Ministra Plenipotenciária, na Noruega. Seu pensamento feminista tornou-se notável (e objeto de embates polêmicos), ao propor nova moral sexual, a se estabelecer na futura sociedade comunista, fundada nos princípios proletários da solidariedade, da camaradagem e da coletividade, como meio de propiciar cidadania. Por meio de detalhada análise sob a perspectiva marxista, Kollontai concebe a problemática feminina como questão social, haja vista a estreita ligação existente entre a exploração e opressão da mulher – no mercado de trabalho e no âmbito familiar – e o regime econômico capitalista. Como forma de assegurar a libertação da mulher, com sua participação nas fileiras de trabalho em igualdade de condições com os homens, Kollontai propõe a socialização dos serviços domésticos e dos cuidados com os filhos. Aprofundando a linha de pensamento desenvolvida por Engels em A origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado, a autora propõe a abertura dos relacionamentos entre os sexos, sob a forma de união livre, e antecipa os contornos da forma familiar futura, definindo-a como família universal proletária, em que não mais haverá diferenciação entre os filhos. Sua notoriedade também é vista em virtude da sua participação como líder da Oposição Operária, facção criada dentro do Comitê Central do Partido Comunista Bolchevique durante o regime de transição, que se opunha frontalmente a decisões adotadas por líderes do Partido, em especial, Vladimir Ilich Ulianov (Lenin), bem como aos caminhos adotados no curso da revolução.